Você sabia que o Brasil desempenha um papel estratégico no cenário energético global, especialmente por conta de sua matriz energética limpa e sua experiência em biocombustíveis e energias renováveis?

Com a crescente demanda por políticas climáticas e transições sustentáveis, o Brasil está posicionado para ser um protagonista no debate sobre a transição energética, conciliando desenvolvimento econômico com a preservação ambiental.

Liderança do Brasil no G20 e na COP30

Presidência do G20 em 2024

Nosso país se destaca como um dos líderes em energia limpa, possuindo a matriz energética mais sustentável entre as maiores economias do G20.

Assumindo a presidência do G20 em 2024, o Brasil terá a oportunidade de fortalecer ainda mais essa liderança, apoiado por seu sistema elétrico baseado em fontes renováveis e pelo vasto setor de biocombustíveis.

Sede da COP30 em Belém

Além disso, o país sediará a COP30 em Belém, no coração da Amazônia, reforçando o seu compromisso com a agenda climática e as iniciativas em energias limpas.

Superando desafios para alcançar a liderança em energia limpa

Ao longo dos anos, superamos inúmeros desafios para alcançar essa posição de destaque. Desde atrasos em grandes obras até períodos de apagão, cada dificuldade trouxe lições valiosas que podem servir de exemplo para outros países.

Amplas reservas hídricas e projetos de destaque, como a Usina de Itaipu, forneceram ao Brasil uma base robusta para a geração de energia hidrelétrica, mas também deixaram seu suprimento de eletricidade vulnerável às mudanças climáticas.

Em 2001, a baixa pluviosidade, juntamente com o investimento limitado em geração e transmissão, levou a uma série de apagões, resultando em racionamento e outras intervenções políticas para reduzir a demanda de eletricidade.

Diversificação de fontes de energia

O desenvolvimento de soluções resilientes, como a diversificação das fontes de energia e o fortalecimento da infraestrutura de transmissão, tem sido fundamental para aumentar a confiabilidade do sistema e integrar novas fontes renováveis, como eólica e solar.

Modernização da rede elétrica e incentivos regulatórios

Nos últimos anos, o Brasil tem investido fortemente na modernização da rede elétrica, melhorando a eficiência e facilitando a inserção de energias renováveis de maneira equilibrada.

Houve um foco em aumentar a confiabilidade, reduzir perdas e melhorar o equilíbrio entre oferta e demanda, garantindo a integração eficiente de fontes de energia variáveis.

De 2000 a 2022, a participação da eletricidade gerada por hidrelétricas na matriz energética caiu em um terço, chegando a pouco menos de 65%, mas a participação geral de fontes renováveis permaneceu estável em cerca de 90%.

Fomentando a cooperação internacional

O Brasil tem se destacado na cooperação internacional, utilizando sua experiência e sua base de recursos. 

O país tem uma longa história de promoção da colaboração internacional, como evidenciado pela Cúpula do Rio de 1992, que estabeleceu um novo plano de ação internacional sobre questões ambientais e de desenvolvimento, incluindo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Hoje, o setor de energia de baixas emissões do Brasil e sua vasta base de recursos proporcionam as condições ideais para desenvolver clusters industriais em parceria com outros países, o que será essencial para transições rumo à neutralidade de carbono.

O Brasil já está tomando medidas nesse sentido, trabalhando com os Estados Unidos para descarbonizar o setor siderúrgico, com a União Europeia para iniciar a fabricação de hidrogênio de baixas emissões e com a China para produzir veículos elétricos e baterias.

Conclusão

O Brasil, com sua matriz energética limpa e seu compromisso com as energias renováveis, está em uma posição privilegiada para liderar a transição energética global.

À medida que o país avança em direção a um futuro mais sustentável, a engenharia de agrimensura desempenha um papel fundamental nesse processo.

Os profissionais da área são essenciais na realização de levantamentos precisos e na análise de terrenos, o que é crucial para a implementação de projetos de energia renovável, como parques eólicos e solares, e para a modernização da infraestrutura elétrica.

Com a colaboração entre a engenharia de agrimensura e as políticas de energia limpa, o país pode não apenas enfrentar os desafios do presente, mas também construir um futuro mais resiliente e sustentável, assegurando que sua liderança no cenário energético global continue a prosperar.

 

Fonte: https://www.iea.org/commentaries/brazil-s-opportunity-to-lead-the-global-dialogue-on-energy-and-climate